Homocinéticas As juntas homocinéticas atuais têm longa durabilidade, em geral 40 ou 50 mil quilômetros, mas necessitam de uma freqüente atenção ao estado de suas coifas (proteção de borracha sanfonada). Esta proteção pode, por desgaste natural ou choques, ser danificada. Neste caso a função da coifa – manter a junta homocinética isenta de contaminação pela poeira ou agentes atmosféricos como chuva e lama – deixa de ser atendida. A graxa existente na junta se perde e, em seu lugar se depositam substâncias abrasivas, reduzindo a durabilidade do conjunto em alguns milhares de quilômetros e obrigando a troca da peça toda. O único ponto a ser verificado e obrigatório na manutenção periódica, é a coifa. A junta propriamente dita, não exige cuidado algum ao longo de sua vida útil. O seu desgaste, mesmo que não haja qualquer contato do mecanismo com o meio ambiente, pode vir de forma natural pelo desgaste da peça pelo uso. Isso é facilmente percebido pelo motorista, tanto com o carro em movimento como em manobras. No primeiro caso, surge um barulho de atrito metálico característico, enquanto no segundo ocorrem estalos. Em ambos os casos, é sinal de que o conjunto está com excesso de folga, e a solução é trocá-lo por um novo. Não recomendamos a troca por homocinéticas recondicionadas, que embora baratas, podem travar provocando sérios acidentes. Existe um processo de recuperação de homocinéticas (remanufaturada) que só é válido se for feito pelo próprio fabricante, que pouco aproveita da junta usada e, pode assim colocar no mercado uma peça com preço 30% menor e com a garantia da fábrica. Uma solução de emergência, caso se possa intervir logo no primeiro sinal de desgaste, é desmontar a coifa, remover a junta homocinética, limpá-la e trocar a graxa (além de trocar a própria coifa, se estiver estragada). Procure um mecânico de sua confiança, pois sua troca requer ferramentas apropriadas e em geral o custo de sua manutenção não é alto. |